Risco de contaminação por DNA de alto peso molecular e por amplicons em Laboratório de Genética Forense no Brasil

Ana Maria Lima Pombo, Pablo Abdon da Costa Francez, R.S. Silva

Resumo


O DNA forense vem sendo usado na identificação criminal desde 1985, ele é considerado crucial para a identificação humana em situações como: Identificação de suspeitos em casos de crimes sexuais; Identificação de cadáveres; Investigação de vínculo genético em casos de gravidez resultante de estrupo, dentre outras aplicações. Na década de 70, o conceito de biossegurança vem sendo cada vez mais difundido e valorizado, na medida em que a responsabilidade do profissional envolvido em atividades laboratoriais tem se tornado maior, assim cuidados devem ser tomados com todas as evidências criminais envolvendo a análise do DNA, pois podem ocorrer contaminações, com isso é importante alertar sobre o uso correto de EPI´s no laboratório. O objetivo da pesquisa está em evidenciar a importância da técnica de PCR no que se refere a biossegurança em laboratórios de DNA forense.  Foi realizada a aplicação da técnica de PCR no laboratório de DNA forense da POLITEC-AP, para investigar se há contaminações por DNA humano, utilizando 15 (Quinze) marcadores genéticos autossômicos (D3S1358, TH01, D21S11, D18S51, Penta E, D5S818, D13St317, D7S820, D16S539, CSF1PO, Penta D, Vwa, D8s1179, TPOX, FGA e Amel) que serão coamplificados pelo método de PCR, utilizando o kit Powerplex16 HS (Promega). Os produtos de amplificação serão submetidos à eletroforese capilar em analisador genético ABI 3130 AvantMR (AppliedBiosystemsMR) e os perfis genéticos obtidos serão analisados, com o auxílio dos softwares ABI Prism 3100- Avant Data Collection v2.0,3100 e GeneMapper ID v3.2 após leitura das fluorescências. 


Palavras-chave


PCR, Contaminação, Biossegurança.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15260/rbc.v9i2.245

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