https://www.rbc.org.br/index.php/rbc/issue/feedRevista Brasileira de Criminalística2026-06-30T22:31:56-03:00Rafael Rodrigues Cunhaeditorchefe@abcperitosoficiais.org.brOpen Journal Systems<p> A Revista Brasileira de Criminalística destina-se a publicação gratuita de artigos originais que contribuam para a promoção, a divulgação e o desenvolvimento científico e tecnológico das ciências forenses, referentes aos resultados de pesquisas, avanços, projetos técnico-científicos e relatos de caso relacionados à criminalística, incluindo as interfaces com outros ramos da ciência, como Física, Química, Biologia, Odontologia, Farmacologia, Informática, Contabilidade, Engenharias, entre outras.</p>https://www.rbc.org.br/index.php/rbc/article/view/965Clima organizacional e gestão de pessoas2026-06-30T22:31:56-03:00Barbara Dumas Santos Silvadumas.barbara@gmail.comThiago Henrique Costa Silvathiagocostasilva.jur@gmail.com<p>As corregedorias policiais desempenham um papel crucial na regulação, atuando por meio de controle e fiscalização, com a responsabilidade de proteger instituições, agentes públicos e a sociedade. Se de um lado as corregedorias auxiliam na melhor relação das instituições com a sociedade, de outro as punições podem afetar negativamente servidores. Na unidade de Polícia Científica analisada, desde sua desvinculação da Polícia Civil, ainda não foi criada uma estrutura de corregedoria no organograma institucional, logo os servidores respondem à Corregedoria Geral da Segurança Pública. Nesse sentido, esse trabalho se propôs a compreender se, e de que maneira, a ausência de uma Corregedoria da Polícia Científica afeta, para servidores e gestores, os processos de gestão de pessoas e o clima organizacional. Analisaram-se dados obtidos junto a ocupantes dos cargos de gestão da unidade de Polícia Científica e de servidores que enfrentaram infrações apuradas pela Corregedoria Geral nos últimos cinco anos. A análise revelou que o modelo atual de fiscalização impacta, sobretudo, nos seguintes aspectos: confiança nos processos de fiscalização institucional, confiança em superiores hierárquicos e relacionamento interpessoal. Tanto servidores quanto gestores consideram essencial a inclusão de um órgão corretivo no planejamento estratégico da instituição. Além disso, os servidores relataram uma tendência de banalização no uso da corregedoria, reforçando a necessidade de uma estrutura mais eficaz.</p>2026-06-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Criminalísticahttps://www.rbc.org.br/index.php/rbc/article/view/984Estudo preliminar acerca do padrão de visitação da fauna de insetos associados a carcaças de suínos expostas em ambientes de restingas no Nordeste do Brasil2026-06-30T22:31:55-03:00Raíssa Cortez Bezerra D' Oliveiraraissa.doliveira@pcdf.df.gov.brTaciano de Moura Barbosatacianomoura7@gmail.comRenata Antonaci Gamarenata.antonaci@ufrn.br<p>A distribuição de insetos necrófagos ainda é pouco estudada na região Nordeste do Brasil, embora os estudos em Entomologia Forense tenham avançado nas últimas décadas. Lacunas de levantamentos em restingas comprometem o uso de insetos nessa fitosionomia, que é comumente encontrada no estado do Rio Grande de Norte, principalmente se consideramos que as assembleias mudam de acordo com o ambiente. Neste sentido, visando ampliar os conhecimentos no âmbito da Entomologia Forense, o presente trabalho objetivou avaliar o padrão de visitação e colonização de insetos em carcaças suínas em ambiente de restinga do estado do Rio Grande do Norte. Os insetos foram amostrados de carcaças de suínas (10kg cada) expostas, com coletas em dois pontos amostrais, distantes aproximadamente um quilômetro entre si. Ao longo do estudo, um total 5.438 espécimes adultos e imaturos foram coletados, distribuídos em duas ordens, Diptera e Coleoptera, e nove famílias. Calliphoridae foi a família mais representativa no estudo tanto em abundância quanto em riqueza de espécie. Acerca das fases da decomposição, a fase fresca foi rápida e durou menos de um dia, enquanto inchada durou um dia e meio, a Coliquativa, sete dias e meio e a fase seca/mumificação, três dias. O estudo mostrou que em ambientes de restinga, o padrão de visitação e colonização das carcaças foi rápido e influenciado pelas condições ambientais, sendo os dípteros e besouros vestígios entomológicos frequentes.</p>2026-06-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Criminalísticahttps://www.rbc.org.br/index.php/rbc/article/view/1013Descrição Fonética do Disfarce por Modulação da Altura Tonal ( Pitch ): Um Estudo Piloto2026-06-30T22:31:54-03:00Albuquerque da Silvagerson.gas@policiacientifica.sp.gov.br<p>Nas tipologias tradicionais, estratégias de disfarce que envolvem o aumento ou a diminuição da frequência fundamental (F₀) costumam ser classificadas como modificações da fonte glótica. No entanto, essa categorização ignora que o disfarce vocal constitui, em essência, uma forma de alteração da qualidade de voz. Conforme o modelo fonético proposto por Laver (1980), a qualidade vocal não se restringe à vibração das pregas vocais, mas resulta de um conjunto integrado de ajustes fonatórios, articulatórios e de tensão muscular — os chamados <em>settings</em> — que moldam sistematicamente o perfil vocal de um indivíduo, em curto e longo prazo. O objetivo deste trabalho é investigar os ajustes articulatórios envolvidos nesse tipo de disfarce, de modo a descrevê-lo foneticamente dentro do arcabouço teórico da qualidade de voz. Para quantificar tais <em>settings</em>, foram adotadas duas métricas principais: o comprimento do trato vocal estimado (CTVe) e a área do espaço vocálico.</p>2026-06-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Criminalísticahttps://www.rbc.org.br/index.php/rbc/article/view/1034Técnicas moleculares forenses e biomarcadores na diferenciação entre lesões ante e post-mortem2026-06-30T22:31:53-03:00Arielle Silvaarielleteixeira188@yahoo.com.brTaynara Maltataynarafcm@gmail.comLaura Jorgelaura.jorge@sga.pucminas.brMariane Mendesmarianem304@gmail.comFernanda Davidfernandaleao457@gmail.comIkare Pereiraikare.braga.1988@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">A distinção entre lesões ante-mortem e post-mortem é essencial na medicina legal, tendo implicações significativas em investigações criminais e na determinação da causa da morte. Tradicionalmente, essa diferenciação é baseada em critérios morfológicos e histopatológicos, que, embora úteis, podem ser insuficientes em determinados contextos. Nesse cenário, técnicas moleculares vêm ganhando destaque como ferramentas complementares, por possibilitarem a detecção e quantificação de biomarcadores associados à vitalidade celular. Esta revisão narrativa foi realizada a partir de buscas nas plataformas Google Acadêmico, PubMed e SciELO, com descritores controlados. Foram selecionados estudos originais publicados entre 2000 e 2025, em português, inglês e espanhol. Os principais biomarcadores investigados incluem citocinas inflamatórias, interleucinas, enzimas e proteínas, cujos níveis de expressão variam conforme a presença ou ausência de reação vital nas lesões. As técnicas moleculares identificadas para essa análise foram a imunohistoquímica, ELISA, Western Blot, PCR e RT-qPCR. Os dados coletados foram organizados em tabelas comparativas, permitindo avaliar as vantagens e limitações de cada método. Observou-se que a utilização dessas técnicas possibilita maior acurácia na diferenciação entre lesões ante e post-mortem, contribuindo para o esclarecimento de casos forenses. </span></p> <p><span style="font-weight: 400;">No entanto, ainda são necessários estudos adicionais que visem à padronização dos protocolos, à validação dos biomarcadores mais promissores e à viabilidade dessas técnicas na rotina pericial. A integração da biologia molecular à prática médico-legal representa um avanço promissor na investigação da vitalidade das lesões e na consolidação de laudos mais precisos.</span></p>2026-06-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Criminalísticahttps://www.rbc.org.br/index.php/rbc/article/view/1074A pandemia de COVID-19 impactou a produção da perícia criminal e as apreensões de maconha e cocaína no Estado do Piauí? 2026-06-30T22:18:20-03:00LOYANNE OLIVEIRA DE SOUSAloyanneoliveira@ufpi.edu.brLAELE VIEIRA SOARESlaelesoares@ufpi.edu.brISAC MARIANO MARTINS CARVALHOisacmariano65@gmail.comTiago Rodrigues da SIlvatiago.rodrigues@ufpi.edu.brFRANCISCO MAYRON DE SOUSA E SILVAmayrondcf@gmail.comJosé Alves Terceiro Netojose_terceiro@hotmail.comCiro Gonçalves e Sácirogsa@gmail.comFabrício Pires de Moura do Amaralfabricio27amaral@yahoo.com.brPaulo Jordão de Oliveira Cerqueira Fortespaulojordao@ufpi.edu.brJosé Sammy Nery de Souzasammynery@ufpi.edu.brLívio Cesar Cunha Nunesliviocesar@hotmail.comMaurício Pires de Moura do Amaralmaur.moura@ufpi.edu.br<p>A pandemia de COVID-19 impôs restrições sanitárias que impactaram diversos serviços essenciais, incluindo a perícia criminal e as atividades de segurança pública. O objetivo deste estudo foi investigar se a pandemia de COVID-19 influenciou a produção pericial e as apreensões de cannabis (maconha) e cocaína no Estado do Piauí. Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo e descritivo-analítico, baseado em dados secundários provenientes de laudos periciais oficiais emitidos pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Estado do Piauí. Foram analisados laudos positivos para cocaína e maconha no período de janeiro de 2018 a dezembro de 2021, contemplando dois anos pré-pandêmicos (2018–2019) e os dois primeiros anos da pandemia (2020–2021). No período analisado, foram emitidos 5.517 laudos periciais. Observou-se aumento significativo no número de laudos em 2019 em relação a 2018 (p < 0,001), seguido por redução significativa de 18,3% em 2020 (p < 0,05) e de 34,2% em 2021 (p < 0,01), quando comparados a 2019. Quanto às apreensões de drogas, 2019 apresentou o maior volume total, com aumento significativo de 98,7% em relação a 2018 (p < 0,001). Entretanto, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nos percentuais totais de apreensões entre os anos pandêmicos e o ano pré-pandêmico de 2019. Conclui-se que a pandemia de COVID-19 impactou a produção da perícia criminal no Piauí, sem promover alterações estatisticamente significativas no volume de apreensões de maconha e cocaína, indicando adaptações da polícia e do mercado ilícito durante a pandemia.</p>2026-06-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Criminalísticahttps://www.rbc.org.br/index.php/rbc/article/view/1046Produção de infográficos anatômicos de cães (Canis lupus familiaris) como ferramenta de apoio a perícia criminal em medicina veterinária forense2026-06-30T22:31:52-03:00Roberta Pampolha Athayderobertapamathayde@gmail.comAdriana Novaes dos Reisadriananreis@gmail.comVinicius Guimarães Fariasviniciusguimaraes2404@gmail.comAdriano Braga Brasileiro Alvarengaaabrasileiro@ufpa.brCelso Felipe Bandeira de Sáfelipe.sa.perito@gmail.comGabrielle Virgínia Ferreira Cardosopcgabrielle23@gmail.com<p>O presente estudo teve como objetivo desenvolver e validar infográficos anatômicos da espécie canina (<em>Canis lupus familiaris</em>) voltados à aplicação na medicina veterinária forense, visando oferecer uma ferramenta visual padronizada para apoio à perícia criminal. O trabalho foi realizado em colaboração entre o Laboratório de Anatomia de Animais Domésticos (LAAD/UFPA) e a Polícia Científica do Pará (PCEPA), no período de maio a outubro de 2025. A metodologia envolveu a elaboração de desenhos anatômicos manuais baseados em cadáveres reais e literatura especializada, posteriormente digitalizados e aprimorados com o uso de inteligência artificial e mesa digitalizadora. As ilustrações foram vetorizadas, numeradas e legendadas em plataforma gráfica, compondo um conjunto de dez infográficos representando vistas anatômicas externas: anterior, posterior, laterais direita e esquerda, dorsal, ventral, cabeça e membros. A validação técnica foi conduzida por docentes e peritos criminais, considerando critérios de correção anatômica, aplicabilidade pericial e clareza visual. Os infográficos foram utilizados em perícias reais e necropsias judiciais, permitindo o registro gráfico de lesões como fraturas, perfurações e hematomas, o que otimizou a descrição dos achados e a comunicação entre profissionais veterinários e jurídicos. Conclui-se que os infográficos anatômicos representam um avanço significativo para a medicina veterinária forense, ao promover padronização, agilidade e precisão na elaboração de laudos periciais, além de constituírem ferramenta pedagógica valiosa para o ensino e a formação em anatomia forense veterinária.</p>2026-06-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Criminalísticahttps://www.rbc.org.br/index.php/rbc/article/view/1063Sexagem molecular de Panthera onca e Puma concolor (Mammalia, Felidae) para fins forenses.2026-06-30T22:18:21-03:00Carlos Benigno Vieira de Carvalhobenigno.cbvc@pf.gov.brKellen Rejane Gomes Monteirokellen.krgm@pf.gov.brSérvio Túlio Jacinto Reisservio.stjr@pf.gov.brFábio José Viana Costafabio.fjvc@pf.gov.brDênis Aléssio Sanadenis.sana@uol.com.brGabriele Zenato Lazzarigabriele.lazzari@edu.pucrs.brEduardo Eizirikeduardo.eizirik@pucrs.br<p>A onça-pintada (<em>Panthera onca</em>) e a onça-parda (<em>Puma concolor</em>) são, respectivamente, o primeiro e o segundo maiores felinos das Américas. Embora protegidas por lei, ambas as espécies enfrentam ameaças significativas no Brasil, incluindo a perda de habitat e a caça ilegal. Considerando essa situação, novas ferramentas que auxiliem as autoridades responsáveis pelo monitoramento e investigação de crimes envolvendo esses dois grandes felinos são de grande importância, incluindo protocolos de sexagem molecular. Na área forense, esses protocolos podem ser usados para esclarecer aspectos das investigações de crimes contra a vida selvagem e podem ter influência nas penas aplicadas aos responsáveis. Estudos anteriores já demonstraram que protocolos baseados no gene SRY são eficientes para a determinação do sexo em muitas espécies. Os principais objetivos deste estudo foram testar para <em>P. onca</em> e <em>P. concolor</em> um protocolo simples de sexagem molecular previamente descrito para outras espécies de mamíferos e aplicá-lo em amostras forenses, tais como ossos e dentes, recebidas para análise pelo Laboratório de DNA da Polícia Federal. Os testes foram bem-sucedidos e permitiram a sexagem de todas as amostras, confirmando a eficiência da região SRY para esse propósito e a aplicabilidade da metodologia proposta para onças-pintadas e pumas.</p>2026-06-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Criminalísticahttps://www.rbc.org.br/index.php/rbc/article/view/1092Proposta de Metodologia para Valoração de Danos Ambientais em Perícias Criminais de Meio Ambiente2026-06-30T22:18:18-03:00Karen Janones da Rochakarennjr@hotmail.comGustavo Neco da Silvagustavoneco1@gmail.comAnna Luiza Garçãoannagarcao@usp.brKenia Michele de Quadroskenia.tronco@unir.brNiro Higuchihiguchi.niro@gmail.com<p style="font-weight: 400;">O presente trabalho propõe uma metodologia de valoração de danos ambientais voltada à aplicação em perícias criminais ambientais, especificamente nos casos de desmatamento por corte raso de vegetação nativa com cobertura florestal no Bioma Amazônico. O objetivo é oferecer um modelo técnico-científico robusto, ajustado à realidade pericial da Amazônia que possibilite a fixação justa e reprodutível do valor econômico do dano ambiental, em consonância com os princípios da simplicidade, razoabilidade e proporcionalidade. O modelo adota a equação clássica do Valor Econômico dos Recursos Ambientais, com os devidos ajustes, mantendo os componentes de Valor de Uso Direto (VUD) e Valor de Uso Indireto (VUI). Os demais componentes foram desconsiderados por fundamentos técnico-científicos. Para aplicação pericial, o VUD foi calculado com base no Custo de Restauração Ambiental, enquanto o VUI foi estimado em razão do dano climático, tendo como referência o cálculo do estoque de carbono liberado em situações de desmate a corte raso. O Valor Total do Dano Ambiental resulta da soma desses dois parâmetros e, opcionalmente, do valor referente ao cercamento da propriedade. A metodologia, aplicada por meio de planilha automatizada, confere padronização, transparência e segurança técnica à valoração pericial, podendo ser adaptada a outras modalidades de dano ambiental. Conclui-se que a proposta representa um avanço científico e operacional para a criminalística brasileira.</p>2026-06-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Criminalísticahttps://www.rbc.org.br/index.php/rbc/article/view/1084Uma revisão de escopo sobre a estimativa do intervalo pós-morte: desafios metodológicos, validação e o futuro da prática baseada em evidências (2020-2025)2026-06-30T22:18:19-03:00Melina Calmon Silvamel.calmon@gmail.comTSE Tomémel.calmon@gmail.comA.S. Costamel.calmon@gmail.comA.R. Deitosmel.calmon@gmail.comM.A. Guimarãesmel.calmon@gmail.comC.E.P. Machadomel.calmon@gmail.comA.O. Silvamel.calmon@gmail.com<p>A estimativa do Intervalo Pós-Morte (IPM) é fundamental para a ciência forense, mas metodologicamente desafiadora. O IPM precoce (primeiras 72 horas) baseia-se em sinais tanatológicos tradicionais, enquanto o IPM tardio emprega técnicas diversas e conflitantes. Modelos baseados em decomposição, particularmente o Total Body Score/Accumulated Degree-Day (TBS/ADD), dominaram a antropologia forense, mas enfrentam questionamentos quanto à validade universal e robustez estatística, impulsionando mudanças para modelos regionalmente adaptados e abordagens bioquímicas/moleculares.</p> <p>Esta revisão de escopo mapeia a literatura de 2020-2025, fornecendo visão abrangente dos métodos atuais de estimativa do IPM. Examina validação e crítica da pontuação de decomposição macromorfoscópica, contextualizando técnicas emergentes.</p> <p>Seguindo diretrizes PRISMA-ScR, bases de dados (PubMed, Scopus, Web of Science) foram pesquisadas sistematicamente para publicações de janeiro/2020 a dezembro/2025. A busca incluiu estudos do IPM, pontuação de decomposição, validações e metodologias inovadoras. Dados foram mapeados para identificar abordagens metodológicas, aplicabilidade, limitações e achados sobre precisão e confiabilidade.</p> <p>Os resultados confirmam mudança paradigmática. A literatura demonstra evidências contundentes contra a aplicabilidade universal do modelo TBS-ADD, com estudos mostrando falhas em diversas zonas biogeoclimáticas. Concomitantemente, métodos alternativos emergem: sucessão do tanatomicrobioma, perfis proteômicos/metabolômicos, análise de degradação de RNA e imagens avançadas. O consenso indica que nenhum método único é universalmente confiável, com ausência de taxas de erro quantificadas representando barreira fundamental.</p> <p>Modelos generalizados não são sustentáveis. O futuro requer abordagens integrativas multimétodo combinando observações macromorfoscópicas regionalmente validadas com análise quantitativa de biomarcadores, exigindo protocolos padronizados, infraestrutura colaborativa de dados e taxas de erro estabelecidas conforme padrões forenses modernos.</p>2026-06-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Criminalísticahttps://www.rbc.org.br/index.php/rbc/article/view/1141Quantitative analysis of projectile deformation using 3D close range photogrammetry: geometric modeling, statistical caliber inference, and forensic target classification2026-06-30T22:18:17-03:00Sarah Teixeira Costasarahteixeiracosta@yahoo.com.brClaude Thiago Arrabalclaude.cta@policiacientifica.sp.gov.brRodrigo Henrique de Oliveira Montesrodrigoperitocriminal@gmail.comRafael Rodrigues Cunharafaelperitocriminal@gmail.com<p>Este estudo avaliou a aplicação da fotogrametria tridimensional como método quantitativo para análise de deformação de projéteis de arma de fogo após impacto em diferentes materiais. Foram empregados projéteis encamisados dos calibres 9 mm Luger, .380 Auto, .38 SPL e .40 S&W, disparados contra alvos distintos em múltiplas distâncias. A partir dos modelos tridimensionais reconstruídos, adotou-se como variável principal o volume relativo fotogramétrico, do qual se derivou a deformação específica geométrica (εg), grandeza adimensional capaz de expressar compressão aparente, expansão aparente ou conservação morfológica relativa do projétil remanescente. Os dados foram submetidos à análise de variância com o modelo εg ∼ Calibre + Material + Distância. Os resultados indicaram efeito estatisticamente significativo de calibre e material sobre a deformação, enquanto a distância não apresentou efeito significativo. A análise Post Hoc evidenciou grupos homogêneos entre calibres e materiais, permitindo inferências sobre distinguibilidade. Observou-se padrão deformacional distinto entre os alvos, permitindo a proposição de uma tipologia forense baseada em conservação morfológica, deformação plástica expansiva e fragmentação catastrófica.</p>2026-06-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Criminalísticahttps://www.rbc.org.br/index.php/rbc/article/view/1194Toda citação deixa uma marca2026-06-30T22:18:15-03:00Corpo editorial da RBCadmin@rbc.org.br2026-06-30T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Criminalística